Conheça a técnica que poupa os músculos do estresse exagerado, atenua dores e melhora a corrida.
A proposta da massagem esportiva é melhorar a performance nos treinos e livrar-se do cansaço e das dores musculares após uma corrida. Os especialistas não tem dúvidas: quando bem feita, a massagem desportiva ativa a circulação sanguínea, alivia os sintomas de estresse e faz muito bem para a musculatura. Realizada periodicamente, sob a orientação de um treinador, é capaz de fazer com que o músculo tolere as cargas de absorção e produção de energia de maneira mais suave, reduzindo as chances de fadiga e lesões por overuse na corrida. Tudo isso sem você suar a camisa ou dar um só passo.

6 motivos para a massagem entrar na sua planilha:

1 – Facilita a recuperação
 
A técnica também é bem-vinda na reabilitação de lesões, como rompimentos, torções, estiramentos, edemas e dores generalizadas. Porém, quando se trata de lesão muscular, é preciso esperar o momento certo para se recorrer à massagem.
Isso porque, em lesões recentes, a massagem pode atravessar o processo e cicatrização do tecido, criando no local um tipo de calcificação.

2 – Manda a fadiga embora
 
Até duas horas depois de um treino ou de uma competição, a massagem deve ser feita com pressões de leves a moderadas, apenas para controle do hipertonus e estímulo da circulação. Com isso, libera-se o lactato muscular, ou acido lático, substância que,como se sabe, é limitante para a realização de exercícios – seu estoque elevado prejudica o perfeito funcionamento das funções do corpo. “apesar de,  em pessoas fisicamente ativas, o organismo eliminar o lactato em ate duas horas após a pratica de uma atividade intensa, a massagem pode acelerar esse processo” afirma Pastre.

3 – Turbina o aquecimento.
 
A massagem pré-atividade pode servir de preparação do corpo para o esforço físico. “deve ser feita com gestos ligeiros e suaves, para o aquecimento apenas superficial dos tecidos, com a fricção das mãos do terapeuta na pele do atleta” explica Carlos Marcelo Pastre, fisioterapeuta e fisiologista do esporte, em São Paulo. A técnica estimula o aumento da produção de adrenalina no organismo, facilitando os exercícios de alongamento e a fase do aquecimento. Resultado: no início da prova, o atleta evita que seus músculos tenham de se adaptar na marra à corrida. Não confundir com a massagem relaxante, que coloca em risco a eficiência da contração muscular.

4 – Agrega o efeito “detox”
 
No pós-operatório, por sua vez, é possível aliar a massagem à técnica da drenagem linfática, que acelera a eliminação de resíduos e líquidos, colaborando para a recuperação do paciente. A sugestão é de Cláudio Maradei, educador físico e especialista em shiatsu e técnicas orientais, de São Paulo. Segundo ele, o uso conjunto dessas duas terapias colabora para a eliminação de edemas e inchaços, além de reduzir o estágio da hipoxia e esvaziar os ductos coletores de ninfas – eliminando as toxinas.  

5 – Antecipa o diagnóstico. 

Se você pensar em massagem como um programa de prevenção- no inicio de duas a três sessões por semana – é possível que o terapeuta até antecipe o diagnóstico de seu médico. O toque do especialista é capaz de antever aderências da fascia muscular, lesões camufladas e fragilidade nas articulações – não raro, sem a percepção prévia do paciente. Sabe aquela história de que o corpo fala? Pois é, há tensões que deduram quando o corredor está ultrapassando o seu limite físico nos treinos e até quando  força a respiração nas passadas. Tudo isso captado pelas mãos treinadas do terapeuta corporal.

6 – faz bem até para a cabeça
 
Nos Estados Unidos, pesquisadores da escola de medicina da universidade de Miami, em conjunto com seus colegas de universidade Duke, mediram os índices bioquímicos do corpo de atletas após a terapia da massagem e encontraram grande redução dos níveis de cortisol, (hormônio do estresse), norepinefrina e dopamina. O estudo ainda registrou aumento nos níveis de endorfina e Serotonina. “para os corredores, esse menor nível de depressão e ansiedade é essencial para o bom rendimento da competição”. Explica Moises Cohen, médico do esporte e chefe do departamento de ortopedia e traumatologia da universidade federal de São Paulo.

Que massagem é essa?
 
Em termos técnicos, trata-se de uma manipulação mecânica dos tecidos do corpo com movimentos rítmicos e cadenciados, capazes de repercutir em diversos sistemas orgânicos. Dependendo do tempo de aplicação, da técnica aplicada e da pressão exercida, a massagem reduz a tensão sobre as fibras musculares. Também atua sobre os nervos, produzindo elevação ou queda da velocidade em condução de estímulos. Sem falar dos benefícios para o sistema vascular, com o aumento ou diminuição do fluxo sanguíneo.
Teórico demais? Então descubra na pratica como a massagem pode ser parceira de seus treinos. Para isso, basta escolher um profissional habilitado, que pode ser um educador físico, um fisioterapeuta ou um massoterapeuta. O essencial é que esteja capacitado para fazer uma leitura corporal coerente e entender o movimento do atleta na corrida. Feito isso, deixe-se convencer pelos benefícios dentro e fora das pistas