Mês: agosto 2012

Em busca da consciência corporal


“O GYROTONIC® desenvolve uma coordenação refinada dos movimentos, que fluem de maneira rítmicas e são ininterruptos”, definiu a Master Trainer. De acordo com ela, a técnca explora ainda a tridimensionalidade do corpo, promovendo a mudança nas direções, para fugir dos tradicionais exercícios de “abre e fecha” “levanta e abaixa”. Isso faz com que haja ajustes e reprogramações neuromusculares mais precisas, ou seja, o corpo assimila os movimentos com mais facilidade. “A consciência corporal é o que permite que as escolhas sejam feitas de forma deliberada e que o conhecimento do corpo seja usado em seu próprio benefício no que diz respeito à intensidade de energia e equilíbrio”, completou.

Foi essa consciência corporal que o engenheiro civil e professor universitário, Ney Dumont, 57, encontrou na técnica e o que o ajudou a se recuperar das lesões ocasionadas pela prática do esporte sem os devidos cuidados. “Corro há 30 anos e, como não tinha uma base muito boa de consciência corporal, acabei lesionando músculos e articulações”, contou.

Para ele, o principal benefício do GYROTONIC® foi aprender a se movimentar melhor, ou seja, direcionar bem o corpo para a prática de exercício e fortalecer partes importantes que antes não chamavam muita atenção. “Jogava todo o impacto das pernas diretamente para as costas porque não tinha fortalecimento suficiente da estrutura pélvica, do quadril. As aulas têm me ajudado na descoberta de quais são os músculos que devem ser trabalhados”, falou Ney.

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Estica e puxa

Manivelas, roldanas, polias e anilhas fazem maravilhas pelo corpo. Saiba mais sobre o Gyrotonic.

Ioga, tai chi e natação em aparelho.
 

Os movimentos são circulares e sequenciais, tal como em uma dança. Nada do famoso agacha e levanta com halteres nas mãos e caneleiras com pesos presas nas pernas. São vários exercícios, e todos desafiadores. Exemplo? Mobilizar o tronco como se ele fosse dividido em pequenas partes. Em geral, quem trabalha diante de um computador o dia inteiro tem o corpo repartido em grandes blocos sólidos, cheios de limitações (e dores!).

O Gyrotonic ajuda você a se conscientizar de que a coluna é móvel e que pode ser ativada e mobilizada para prevenir e curar lesões. A instrutora fica de olho em você, ou seja, não há brecha para dar a tradicional “matada”. Imagine se sentar apoiada nos ísquios, acionar o abdômen (especialmente o músculo transverso, um ilustre desconhecido para a maioria dos mortais), abrir o peitoral, posicionar o pescoço no ângulo certo e relaxar os ombros enquanto se faz um mergulho, depois um arco com o tronco, ou se gira a manivela, formando um oito…

Introduzido no Brasil em 1997 pela bailarina Rita Renha, que também oferece cursos de certificação, o Gyrotonic já tem parte dos cinco equipamentos fabricados na Bahia. 

Julius Horvarth, criador do Gyrotonic, responde à perguntas.

Algumas perguntas que Juliu Horvath, cirador do Gyrotonic, respondeu à Revista Marie Claire:
MC – Como veio a idéia de desenvolver o método?
JH
– Depois de sofrer uma lesão no calcâneo, tive que abandonar a carreira de primeiro bailarino. Então mergulhei numa intensa pesquisa focando principalmente na prática de ioga e acupuntura. Durante esse processo e observando atentamente os elementos da natureza, como as ondas do mar e os movimentos dos animais, passei a compreender melhor o funcionamento interno do corpo. Nos anos 80, abri o primeiro estúdio em Nova York.
MC – Quais os principais benefícios do Gyrotonic?
JH
– A movimentação rítmica da coluna melhora a circulação, gera o aumento do espaço e da mobilidade articular e o alinhamento da estrutura óssea, levando a uma melhor postura e total equilíbrio. Além de moldar o corpo, fortalece o sistema imunológico, combate déficit de concentração e outros reflexos do stress, melhora a qualidade do sono e proporciona sensação de bem estar.
MC – Ele pode ser comparado a terapias como RPG ou rolfing no que se refere a correção postural? É liberado também para quem tem problemas de coluna?
JH
– O RPG é uma abordagem terapêutica que
trabalha o corpo de forma estática. O Gyrotonic é uma reeducação postural global, não pelo trabalho estático mas pelo dinâmico, funcional. Sendo assim, eu diria que é uma reeducação funcional global. Como o rolfing, o  método Gyrotonic também promove a liberação fascial, reequilibra os tecidos musculares e ósseos, porém não é uma técnica de terapia manual. O acesso às transformações e reprogramações acontecem por meio do movimento. E, sim, é indicado não apenas como método preventivo, mas também na reabilitação de lesões em geral.
MC – O aparelho/método tem alguma contra-indicação?
JH
– Não existem contra-indicações. O trabalho respeita o limite de cada indivíduo. É indicado para pessoas de qualquer idade e das mais variadas realidades. Pode, inclusive, ser praticado por gestantes, auxiliando o restabelecimento pós-parto.

  
Fonte: Site da Revista Marie Claire